aparando as arestas, matando os pobres mortais e mudando a rota, o foco, o tema.
o que não muda sou eu... eu que ainda não me tinha apaixonado hoje ...
eu que ainda sonho com perfeições imperfeitas voltei a me perder. a ver o invisível, a acreditar em destinos. em sinceridade. em liberdade.
liberdade pra ficar ou pra partir... liberdade pra ser EU.
mas não me joguem na fogueira antes de olhar suas próprias vidinhas. muitas vezes me contento com muito pouco mesmo [raspas e restos me interessam] outras só quero se for o melhor [pra mim é tudo ou nunca mais] depende do que esteja em jogo... não sou sozinha... sou só EU...
tentando achar um lugar pra sonhar em paz...
e mantendo a mania de procurar a paz em cheiros, em sorrisos, em beijos intermináveis...
procurando a minha paz no espelho!
no espelho vemos as coisas exatamente como elas são. mesmo invertido, não se esconde nada do espelho...
no espelho vemos todos os defeitos, e é por termos defeitos que somos tão reais.
algumas situações me ensinaram a não acreditar em acaso, e não duvidar do destino...
e depois de ser jogada no espelho pelo acaso do destino, perdi o senso, a noção, a razão e até a minha santa paz inventada...
perdi as contas de quanto tempo procurei meu reflexo, procurei me ouvir em uma risada, me ver em um par de olhos, me sentir tão bem no meu espelho.
como se todos os caminhos tivessem me trazido aqui, agora.
como se todos os caminhos tivessem me trazido aqui, agora.
sei que sou tão efêmera quanto o cheiro dele, logo se esvaindo do meu corpo. mas a lembrança da sensação que tive com aquele cheiro... é impossível esquecer.
"Mil acasos apontam a direção.
Desvios de rota é tão normal...
Mil acasos me levam a você.
Mil acasos me levam a você.
No início, no meio e no final...
ME LEVAM A VOCÊ!
DE UM JEITO DESIGUAL"

